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A espúria doutrina das primícias.

Há pouco fiquei sabendo de uma nova modalidade gospel de tirar dinheiro do povo.


Pois é, eis que surgiu retumbante no território tupiniquim a doutrina das primícias.

Segundo os defensores desta nova modalidade de "contribuição financeira " , todo crente em Jesus deve oferecer ao seu líder as primícias de sua renda. Nesta perspectiva, o cristão além de ofertar e dizimar na igreja ele precisa prioritariamente HONRAR com suas finanças aquele que o lidera.


O Patriarca apóstólico Renê Terranova em seu site oficial afirmou que a primícia é uma semente tão singular, que mesmo antes de se instalar qualquer outra doutrina na Terra, depois da queda de Adão, o assunto que moveu o céu para terra foi a primícia. Segundo o Paipóstolo,Deus disse que Se moveria a favor de Abel. A primícia foi o primeiro assunto ventilado de discussão na Terra, entre o irmão mais velho com o irmão mais novo. Então, só nos resta o entendimento espiritual, e não a paga de um imposto novo, pois onde tiver a honra, ganhamos o respeito de Deus.



O Apóstolo também disse que muitos ganham por entregar em fidelidade o dízimo, outros prosperam em entregar a oferta, mas outros tantos que dizimam e ofertam perdem tudo por não terem a sabedoria de não guardar o princípio da primícia. É a primícia que traz a honra e libera o favor do Eterno. Deus nunca travou uma guerra com ninguém sobre nada a não ser mover-se na terra por causa das primícias. Então, a primícia é o sinal que atrai a presença do Senhor para uma visita sobrenatural no nosso território (Gênesis 4).



Caro leitor, as vezes sou tentado a achar que vaca foi para o brejo! Lamentavelmente a capacidade de alguns dos denominados líderes evangélicos em produzir heresias é absurdamente impressionante!


Confesso que estou profundamente estupefacto com a mais nova afirmação "Terranoviana". Ora, afirmar que depois da queda a primeira providência divina foi instaurar a doutrina das primicias é demais da conta não é verdade?


Pois é, sabe qual é o problema? Esses caras se acham maiores que as Escrituras, mais importantes que os apóstolos de Cristo, a última Coca-cola do deserto.


Há pouco soube de apóstolo moderno que ao pregar sobre a segunda carta de Pedro soltou a seguinte pérola: "Se eu pudesse falar com Pedro, de apóstolo para apóstolo diria que ele errou aqui."


Prezado amigo, diante das sandices apostólicas ouso afirmar sem a menor sombra de dúvidas que a maioria das doutrinas dos neopentecostais fazem-nos por um momento pensar que regressamos aos tenebrosos dias da idade média, onde o misticismo, a “mercantilização” da fé, bem como as manipulações religiosas por parte de pseudo-apóstolos, se mostram presentes.



O reformador João Calvino costumava dizer que o verdadeiro conhecimento de Deus está na Bíblia, e de que ela é o escudo que nos protege do erro. Em tempos difíceis como o nosso precisamos regressar à Palavra de Deus, fazendo dela nossa única regra de fé, prática e comportamento, até porque, somente assim conseguiremos corrigir as distorções evangélicas que tanto nos tem feito ruborizar.

“Tende cuidado para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo”.Colossenses 2.8

“Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo grande desejo de ouvir coisas agradáveis, ajuntarão para si mestres segundo os seus próprios desejos, não só desviarão os ouvidos da verdade, mas se voltarão às fábulas. Tu , porém, sê sóbrio em tudo , sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério”. 2Tm 4.3-5


SOLI DEO GLORIA NUNC ET SEMPER


Por: Renato Vargens
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Ladrões pretendem assaltar igrejas e lares na semana santa

Calma! Deixe-me explicar! Por favor, não se apavore e nem chame a polícia.


Essa é uma frase que outro dia foi cunhada pelo querido pastor Paulo Solonca.


Pois é, nessa páscoa os fabricantes de ovos de páscoa e de coelhinhos, pretendem , mais uma vez, roubar a primazia que Jesus Cristo deveria ter em nossas vidas. Lamentavelmente pouquíssimas pessoas se lembrarão da morte e ressurreição de Cristo. Na verdade, não serão poucos os lares que celebrarão esta data festiva comendo chocolate.


Caro leitor, a páscoa não se resume a chocolate. A Páscoa é uma festa judaica, contudo, nós cristãos aproveitamos a data para celebrar a ressurreição de Jesus Cristo. Depois de morrer na cruz, seu corpo foi colocado em um sepulcro, onde ali permaneceu, até sua ressurreição. Jesus é o nosso Cordeiro pascal (1 Co 5. 7). Ele nos propiciou a liberdade através de Seu sangue e da Sua vitória na cruz. Essa é uma comemoração a ser lembrada!


Chocolate, festa, feriado, tudo isso têm o seu tempo e o seu lugar, mas esse lugar não deve jamais tomar o lugar do verdadeiro propósito da nossa comemoração! Cristo venceu a morte! O sepulcro está vazio! Cristo ressuscitou! Portanto, celebre Seu nome! Celebre a sua liberdade!


Pense nisso!

Autor: Renato Vargens
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A teologia do tombo e a unção do cai-cai.

   
   Uma das principais características dos cultos neopentecostais é a chamada “unção do cai-cai.” A cantora Ana Paula Valadão, pastora da Igreja Batista da Lagoinha, protagonizou umas das típicas cenas deste movimento onde mediante o sopro de um pastor ela caiu no Espirito.

   Pois é, basta com que o pregador sopre ou atire o seu paletó contra o público, que um número incontável de pessoas caem no chão, quer desacordadas ou tomadas por aquilo que alguns denominam de unção do riso.

   A unção do cai-cai iniciou-se com o americano Randy Clark, que foi ordenado pastor em 1950. Segundo alguns relatos, ele recebeu uma profecia que afirmava que através de sua vida e ministério pessoas seriam derrubadas no Espírito. Para o pastor Clark, a unção era como dinamite, e a fé como a cápsula que explode a dinamite. Clark é autor do movimento "Catch the fire" ( agarre o fogo) que possuía uma noção estranha do signifcado do poder divino.

   Gostaria de ressaltar que na terra do Tio Sam, a unção do cai-cai virou uma febre. Pastores como Benny Hinn, Keneth Haigin também foram protagonistas na arte do tombo, disseminando sobre milhões de pessoas em toda a América um conceito eerrôneo e equivocado além é claro de anti-bíblico sobre o poder de Deus.

   No Brasil, o movimento ganhou popularidade na década de 80 através do pastor Argentino Carlos Anacôndia. Anacôndia chegou ao Brasil, através das Comunidades Evangélicas, que mediante encontros e congressos esparramados em todo país, difundiram na igreja brasileira esta prática e comportamento doutrinário. Em 1990, a unção do cai-cai se espalhou de tal forma, que os crentes em Jesus passaram a acreditar que quando caíam no Espírito experimentavam cura para suas almas e a unção do tombo representava um olhar especial de Deus para com os seus filhos.

   Em 1994 na Igreja Comunhão Divina do Aeroporto de Toronto, Canadá. Surge a bênção de Toronto, onde as pessoas movidas por uma “especial unção” cairam no chão, sem fala, rindo, chorando ou dando gargalhadas. Em pouco tempo, o templo estava lotado, vindo pessoas de todos os países e região. Em pouco tempo, as manifestações dos mais diferentes tipos de unções se fez presente no Canadá. Por exemplo, o pastor da Igreja de Vancouver, afirmou também que havia recebido uma profecia que o Espírito Santo se manifestaria imitando o som dos animais. Vale a pena ressaltar que o próprio pastor começou a urrar como leão, alegando que era o leão da tribo de Judá, uma das maneiras como Jesus é chamado na Bíblia.

   Caro leitor, a luz disto tudo resta-nos perguntar: Existe fundamento bíblico para este tipo de unção? Em que lugar no Novo Testamento, vemos Jesus ou os apóstolos ensinando sobre a necessidade de cair no Espirito? Ou ainda, quais são os pressupostos teológicos que nos dão margem para acreditar na zooteologia, onde Deus se manifesta através de grunhidos animalescos?

   Prezado amigo, vale a pena ressaltar que ao longo da história pessoas caíram prostradas diante de Deus. Jonathan Edwards nos traz relatos absolutamente impressionantes da manifestação do poder e da graça divina. John Wesley, em determinado momento da vida ao pregar o Evangelho da Salvação Eterna levou centenas de pessoas ao chão chorando e confessando os seus pecados. Agora, vamos combinar uma coisa? A quantidade de pessoas que dizem que foram derrubadas pelo Espírito de Deus e que continuam com o mesmo tipo de vida não está no Gibi. As pessoas que caem rugem como leões, latem como cães, comportam-se como animais e vivem uma vida cristã absolutamente aquém daquilo que Deus projetou.

   Prezado irmão, quando o apóstolo João, ouviu a voz do Senhor na ilha de Patmos, prostrou-se conscientemente diante de Deus confessando o Senhorio de Cristo. Isaías, quando viu o Senhor no alto e sublime trono, curvou-se no chão dizendo, SANTO, SANTO, SANTO. Agora, o que não dá pra entender é esse cai-cai que não produz mudanças, arrependimentos e conversão de pecados.

   Como já escrevi anteriormente creio veementemente que boa parte dos nossos problemas eclesiásticos se deve ao fato de termos abandonado a margem da existência as Escrituras. Não tenho a menor dúvida de que somente a Bíblia Sagrada é a suprema autoridade em matéria de vida e doutrina; só ela é o árbitro de todas as controvérsias, como também a norma para todas as decisões de fé e vida. É indispensável que entendamos que a autoridade da Escritura é superior à da Igreja, da tradição, bem como das experiências místicas adquiridas pelos crentes. Como discípulos de Jesus não nos é possível relativizarmos a Palavra Escrita de Deus, ela é lâmpada para os nossos pés e luz para os nossos caminhos.

   O reformador João Calvino costumava dizer que o verdadeiro conhecimento de Deus está na bíblia, e de que ela é o escudo que nos protege do erro.

   Em tempos difíceis como o nosso, precisamos regressar à Palavra de Deus, fazendo dela nossa única regra de fé, prática e comportamento, até porque somente assim conseguiremos discernir o verdadeiro do falso.

Pense nisso!

Autor: Pastor Renato Vargens
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A "imbecilização" da Igreja brasileira


Se por um lado tornou-se comum encontrar nas igrejas pastores que cheiram a Bíblia, que se vestem de pano de saco, que mergulham em lama, que descem em poços, que e que fazem atos proféticos imbecilizados, por outro, também é possível encontramos "crentes em Jesus" felizes porque a igreja do Senhor se transformou num picadeiro.

Ora, antes que alguém me apedreje preciso afirmar que é claro que sei a igreja invisível não se encaixa nesse perfil. Na verdade, não é sobre ela que escrevo e sim sobre parte da igreja brasileira que em nome de um evangelho antropocêntrico idiotizou a fé.

Caro leitor, definitivamente vivemos dias complicados onde as verdades do Cristianismo foram trocadas por conceitos de auto-ajuda e satisfação pessoal. Lamentavelmente, os palhaços que tem pregado nesse picadeiro chamado "igreja" anunciam um cristianismo bufão, onde o que importa é que o cliente seja atendido em todas as suas necessidades. Nessa perspectiva os adeptos deste tipo de igreja tem promovido um tipo de "stand up gospel" onde a proposta final é divertir o cliente. O pior disso tudo é que devido a "imbecilização" da igreja brasileira, os crentes tem vibrado com esse pseudo-evangelho, chamando de fariseu e religioso todos aqueles que a eles se opõem.

Pois é, quando vejo pastores caricaturados, anunciando um evangelho desprovido de inteligência, graça, e sabedoria pergunto:

O que será que tornou parte da igreja brasileira imbecilizada? Quais serão de fatos os motivos que levaram parte dos evangélicos a viverem um cristianismo idiotizado?

Na minha opinião o problema se deve ao abandono das Escrituras, a relativização da Palavra de Deus, bem como a troca do evangelho pelo pragmatismo.

Termino esse texto lembrando do grande Spurgeon que dizia:

"Chegará um dia que em vez de pastores alimentando ovelhas, haverá palhaços entretendo bodes."

Para nossa tristeza e lamento esse dia chegou!

Que Deus tenha misericórdia do seu povo e nos leve de volta aos valores da reforma.

Com a alma angustiada,

Renato Vargens

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Evangelizar é muito mais que dizer "Jesus te ama"


   Outro dia vi na internet um grupo de irmãos extremamente bem intencionados expondo num sinal de trânsito uma faixa que dizia: "Jesus te ama".

   Muito legal ver a mobilização de crentes no desejo de evangelizar. O desejo desses irmãos em falar do amor de Deus é louvável. Todavia acredito que evangelizar seja bem mais do que dizer pra alguém que Jesus o ama.


   Aliás, tem sido comum encontrarmos, irmãos, pastores e Igrejas evangelizando o perdido com a frase em questão.


   Ouso afirmar que uso deste jargão por parte de quem evangeliza, omite verdades indispensáveis a pregação do Evangelho. Ora, evangelizar não significa dizer para o incrédulo que Jesus o ama, aliás, evangelizar é muito mais do que isso, evangelizar é confrontar o homem em seus delitos e pecados, mostrando ao pecador que sem Cristo ele está condenado ao inferno. O problema é que numa sociedade hedonista o evangelho pregado por alguns precisa ser palatável, isto é, agradável aos aos homens, porém desprovido de verdades eternas.


   Ao consultar as Escrituras percebemos que tanto João Batista, Jesus e os apóstolos ao pregarem o Evangelho não o faziam numa perspectiva humanista, onde o mais importante é o anuncio de um Deus "paz e amor" que tem por objetivo principal proporcionar ao homem satisfação em todas as áreas da vida. Muito pelo contrário, a Bíblia nos trás inúmeros textos em que os "pregadores" confrontam os homens em seus delitos e pecados chamando-os ao arrependimento. (Lc 13:03; At 26:20; Lc 24:47; At 3:19; II Pd 3:09; Mt 3:02, At 2:38; Mc 1:15; Mc 1:04; Mt 3:11; Lc 3:03; Lc 5:32; At 5:31; At 11:18; At 20:21)


   Talvez ao ler esse texto você esteja dizendo consigo mesmo: "Ah! Mas, se a gente falar sobre pecado ninguém vai querer ir a igreja. Precisamos oferecer um "atrativo" especial para que os homens se interessem por Deus."


   Pois é, de fato os homens não gostam de ouvir sobre o pecado e suas consequências. Na verdade, os homens preferem um deus cuja mensagem seja exclusivamente amorosa. Contudo, ainda que saibamos que Deus é amor, omitir a verdade inequívoca do juízo divino é pecar de forma efetiva contra a vontade revelada de Deus sobre o destino eterno dos homens que vivem na prática do pecado.


   Bem sei que não podemos e nem devemos esquecer a mensagem principal do evangelho que é o amor de Deus pelo pecador, todavia, Não devemos esquecer que o verdadeiro amor que vem de Deus, gera arrependimento de pecados,e como consequência, obediência a sua palavra.


   Isto posto, ao evangelizar anuncie o evangelho pleno cuja notícia ultrapassa o uso do jargão "Jesus te ama." Pregue sobre o pecado, as consequências eternas dele, como também a verdade inquestionável que o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo morreu numa Cruz para perdoar as transgressões de todo aquele que nele crê concedendo ao pecador vida eterna.


   Pense nisso!

AUTOR: Renato Vargens


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QUANDO O NAMORO VIRA UM DEUS



   Na minha experiência pastoral tenho visto inúmeros jovens fazendo do seu namoro um tipo de Deus. Outro dia eu aconselhei um rapaz que compartilhou que a coisa mais importante da vida era a sua namorada. Na Conversa ele chegou a me dizer que a moça com a qual se relacionava era quem ele mais amava no mundo, e que não conseguiria imaginar viver a vida sem ela.

   Pois é, assim como esse rapaz um número significativo de cristãos tem feitos dos seus namorados e namoradas pequenos deuses. Nessa perspectiva é comum encontrar moças e rapazes colocando os seus namoros num patamar acima da sua relação com o Criador. Ora, os que agem desta forma sem que percebam comportam-se como idólatras, isto porque, permitem com que seus namoros ocupem um lugar que deveria pertencer exclusivamente ao Senhor.

   Caro leitor, sem sombra de dúvidas ouso afirmar que aqueles que colocam suas relações afetivas acima da sua relação com o Senhor, fazem do seu namoro um verdadeiro inferno, isto porque, cobram do namorado ou namorada, aquilo que eles jamais poderiam dar. Se não bastasse isso, é comum percebermos naquele que foi transformado em foco de adoração uma enorme angustia, mesmo porque, ninguém por melhor que seja pode preencher aquilo que somente o Senhor tem poder ou condição de fazê-lo.

   Idolatrar alguma coisa ou alguém é pecado e aqueles que fazem dos seus namoros um tipo de deus, além de se frustarem, dão passos significativos a destruição do relacionamento.

   Isto posto, pergunto: E você? Será que você tem considerado o seu namorado mais importante que Deus? Será que tem feito do seu relacionamento um deus o qual devota toda a sua expectativa?

   Prezado amigo, se assim tem feito, convido-o ao arrependimento e a destruição deste ídolo, mesmo porque, ao agir de forma diferente, você sufocará sua relação, levando-o a curto prazo ao mais profundo caos.

   Pense nisso!

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05 razões fundamentais porque eu não curto show gospel


Eu não curto show gospel. O chamado entretenimento evangélico não é a minha praia. Não creio na mistura sacro-profana entre artistas gospel e adoração.


Isto posto, gostaria de elencar pelo menos 05 motivos porque que não curto os eventos gospel:


1- Shows gospel são ensimesmados, antropocêntricos e não visam a glória de Deus.


2- Shows gospel focam exclusivamente em três pontos, entretenimento, mercado fonográfico e enriquecimento de alguns.


3- A Igreja não foi chamada por Cristo para promover entretenimento. Charles Spurgeon, um dos maiores pregadores de todos os tempos, afirmou há quase 150 anos, que o adversário das nossas almas tem agido como o fermento, levedando toda a massa. Segundo o príncipe dos pregadores o diabo criou algo mais perspicaz do que sugerir à Igreja que parte de sua missão é prover entretenimento para as pessoas, com vistas a ganhá-las. Spurgeon afirmou que a igreja de Cristo não tinha por obrigação promover entretenimento àqueles que a igreja visitava. Antes pelo contrário, o Evangelho com todas as suas implicações precisava ser pregado de forma simples e objetiva.


4- Em eventos deste nipe, jovens se reúnem com o propósito exclusivo de se divertir. Para tanto, usam do nome de Deus, fazendo do Criador um tipo de animador onde o que importa no final é a satisfação pessoal. Diante disto, não tenho a menor dúvida que os que agem desta maneira desobedecem escancaradamente ao sétimo mandamento, que é tomar o nome do Senhor nosso Deus em vão. Isto afirmo pelo fato de que as estruturas criadas para alegria de nossos jovens não visam a glória de Deus e sim a satisfação humana. Na verdade os eventos gospel usam o nome de Deus de forma interesseira e egoísta, fazendo dele o protagonista de nossas diversões pessoais.


5- Os shows gospel são fomentadores (ainda que em alguns casos indiretamente) da mais triste idolatria. Sei por exemplo de cantores que possuem fãs clubes, e que são tratados por seus "seguidores" como ídolos dignos de todo tipo de veneração.

Por: Pr. Renato Vargens
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